sexta-feira, 2 de agosto de 2013
O amor é...
O amor é um pássaro. Uma armadilha. Uma fraqueza e uma força.
O amor é uma inquietação, uma esperança, uma certeza, uma dúvida. O amor dá-te asas, o amor derruba-te, o amor assusta-te, o amor promete-te, o amor vinga-te, o amor faz-te feliz.
O amor é um caos, o amor é uma ordem. O amor é um mágico. E um palhaço. E uma criança. O amor é um prisioneiro. E um guarda.
Uma sentença. O amor é um guerrilheiro. O amor comanda-te. O amor ordena-te. O amor rouba-te. O amor mata-te.
O amor lembra-te. O amor esquece-te. O amor respira-te. O amor sufoca-te. O amor é um sucesso. E um fracasso. Uma obsessão. Uma doença. O rasto de um cometa. Um buraco negro. Uma estrela. Um dia azul. Um dia de paz.
O amor é um pobre. Um pedinte. O amor é um rico. Um hipócrita, um santo. Um herói e um débil. O amor é um nome. É um corpo. Uma luz. Uma cruz. Uma dor. Uma cor. É a pele de um sorriso.
Joaquim Pessoa, in 'Ano Comum'
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
MARAVILHOSA CRIATURA
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Turbilhão de Sensações
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Insegura...
Se não confiarmos sentimo-nos inseguros, não de nós, mas naquilo que nos dizem, duvidamos da veracidade das afirmações que ouvimos.
Fizeste-me amar como nunca tinha amado, desejar como nunca tinha desejado, acreditei em ti como nunca tinha acreditado em ninguém …
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Amo-te tanto que até dói…
Amor, eu serei sempre a tua metade e tu serás sempre a minha. Aconteça o que acontecer estaremos juntos e seremos felizes, porque não preciso de mais nada na vida senão do teu amor.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Op´s too late
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Força / Coragem
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.
É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.
É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.
É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
A nossa metamorfose...

Mudanças são necessárias para o nosso crescimento. Mesmo que inconscientemente elas acontecem. Precisamos evoluir, precisamos de nos adaptar, precisamos vencer, precisamos contornar os predadores. Precisamos aprender a viver connosco, a conviver e tentar pelo menos ver em que mudamos…Nem sempre acontece. Ficamos chateados se nada é como queríamos, ficamos frustrados se por algum acaso estamos desanimados, cansados. Cansados de nós, cansados das pessoas, cansados das nossas atitudes, cansados do que as pessoas nos fazem. Mas tudo muda. Nosso corpo, nossa mente, nosso coração. O mundo muda, as pessoas mudam e muitas não mudam nunca. Mas mudar é algo que depende de nós e mudar também muitas vezes acontece porque precisamos e porque a vida nos impôs a tal situação. Perdemos tempo demais a reclamar, perdemos tempo demais sem paciência, perdemos muito tempo... E com essa perda de tempo, não dá para fazer aqueles ajustes mesmo que sejam incertos e provisórios. Nunca sabemos o que fazer connosco mesmo tendo todas as possibilidades e respostas, mesmo que algumas pessoas nos virem as costas, deveríamos seguir sem nunca nos abandonar. Mas enquanto estivermos mudando para melhor, a metamorfose será positiva. Se para pior, a vida ensina, senão, morrerá sem saber o que é voar!
Aprendemos tanto durante a vida, de tudo conseguimos tirar lições. Mesmo assim, muitas vezes continuamos a cometer os mesmos erros. Talvez porque não nos preparamos tão bem para lidar com algumas coisas, mesmo passando por algo semelhante no passado. Só que, mesmo assim, no fundo aprenderemos algo. E não somente com os erros, mas também com os acertos. Só que nos acertos já sabemos basicamente qual o melhor caminho. Então, errar e acertar faz parte da vida, um dia erramos, outro dia acertamos. Aprender com os erros, recordar os acertos…
Aprendemos que por pior que seja um problema ou situação existe uma saída.
Aprendemos que é errado fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.
Aprendemos que perdemos tempo preocupando-nos com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.
Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o sol queima.
Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as consequências dos seus actos.
Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.
Aprendemos que ao invés de ficar a espera que alguém nos traga flores, é melhor plantar um jardim.
Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.
Aprendemos que o que faz a diferença não é o que temos na vida, mas quem nós temos. E que uma boa família são os amigos que escolhemos.
Aprendemos que as pessoas mais queridas podem nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.
Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção.
Aprendemos que o tempo é preciso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.
Aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.
Aprendemos com o passar do tempo que nos decepcionamos facilmente. A arte de amar não é tão fácil quanto parece ser, mas sinto algo no meu peito… Algo forte, um ar de dever cumprido, e de que, quando se espreme um coração as lágrimas desabam diante dos nossos olhos. Cada lágrima é uma lição que aprendemos, pois cada uma delas nos diz que precisaremos ser mais fortes ao amanhecer.
Fiz de tudo para ganhar esta guerra, porem perdi. Não sei que caminho seguir depois de perder, só sei que vou enfrentar. Mas não vou desistir porque nunca é tarde para voltar a batalhar, procuro olhar o horizonte em busca de conforto depois de tantas batalhas, e com o coração em ruínas. Caminho numa selva em busca de um caminho certo a seguir, pois sou forte e procuro a felicidade…Porque daqui para frente irei lutar por um novo começo, e não tentar mudar o que não posso, pois se nunca poderei vencer esta guerra que tanto meu coração quer vencer. Quem sabe um dia eu saiba voar e entender o porque de tanta luta se o mais simples era recomeçar.
sábado, 23 de julho de 2011
Ontem chorei...

Eu queria ficar com raiva em vez de ficar triste.Sair e gritar,partir tudo o que estivesse a minha frente em vez de esconder e chorar. Queria bater de frente, ser forte o suficiente para fazer tudo. Talvez esse não seja o verdadeiro sentido de ser forte,forte é a rocha que tudo suporta, e não as ondas do mar que destroem tudo por onde passa. Mas nos momentos mais difíceis eu sou fraca, e eu não devia ser assim...
Acumulando tudo, para só depois explodir.Sabendo que isso é o pior,que me vai fazer sentir mais fraca ainda.Por perceber que talvez tenha explodido muito tarde e que o que tinha nas mãos desapareceu em segundos.E que algumas vezes jamais são recuperadas por uma simples duvida.
As nossas decisões e atitudes deveriam ser tomadas de imediato assim que ocorrem. Para que guardar estas coisas mal remuidas?
Só para sofrer mais? Depois ficamos cada vez mais tristes por palavras que deixaram de ser ditas na hora. O mais difícil é ficar alimentando isso que a cada dia que passa nos faz cair num poço, um poço de lagrimas e tristezas...
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Feliz quem não espera nada....

quarta-feira, 29 de junho de 2011
Nada é tão certo quanto a incerteza...

O certo de agora é viver o presente,manter lembranças do passado,e deixar o futuro acontecer.Não me arrependo dos actos, das palavras ditas que não voltam a boca.Não vivo como se nunca fosse morrer,para não morrer como se nunca tivesse vivido.
E por mais incertezas que tenha.A única certeza que tenho é que nada é feito de 100% verdade.
Dificil é sair pela porta e tentar entender o outro,quando mal se entende a si mesmo.E todo mundo está disposto a correr algum risco a partir do momento que se estabelece um desafio.
O mais comum é errar tentando acertar.Vivo e deixo parte de mim no sorriso,e a maior parte no silêncio.Por que nem todas as minhas palavras são do interesse de todos,e a minha certeza é tão particular quanto o meu sorriso.Verdade é apenas uma palavra para defender com unhas e dentes o nosso ponto de vista.E que tudo seja resolvido com sabedoria, para que ao tentar entender o outro não se faça nenhuma injustiça ,ou ainda,se duvidar do outro que não se cometa injustiça da mesma maneira.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Hoje não existe mais....

Esquece as promessas. Esquece tudo. Esquece o eu, o tu, o nós. Juro que vou te esquecer. Hoje quando acordei, com os olhos inchados,jurei pra mim mesma que não ia mais chorar. Não por alguém que se esqueceu de mim, não por alguém que me trocou, não por alguém que não soube valorizar-me... Não por ti.
Depois de não conseguir mais parar de chorar, ergui minha cabeça e olhei o infinito. O que estou a fazer da minha vida? Que raio estou a fazer?
Agora só existe eu e a minha máscara. Tu és um pretérito perfeito. Perfeito como tu um dia definiste... Perfeito como o amor pode ser, e que hoje não existe mais..
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Quase....

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Conhecidos, colegas, amigos e amores...

Ao longo de uma vida, inúmeros são os acontecimentos que nos ocorrem, muitos deles infelizes, alguns bons e raros de extrema felicidade.
Com o passar do tempo e o constante aprendizado ao longo da vida, adquirimos SABEDORIA e percebemos que temos conhecidos, colegas, amigos e amores.
Todos eles nos ensinam, mais ou menos, lições sobre a VIDA.
O que vemos é que, por incrível que pareça, alguns DESCONHECIDOS se tornam nossos AMIGOS em função de situações que passamos e, do nada, ficamos agradecidos à ajuda recebida deste, até então, DESCONHECIDO, mas que por acontecimentos e percalços tornou-se um AMIGO!
Vemos também velhos AMIGOS darem demonstração de covardia, traição e abandono diante de situações que a vida nos coloca, mas às vezes nos arrependemos amargamente por termos alimentado uma ILUSÃO com o dito cujo, o chamando de AMIGO, que após uma acção de desonra nos parece um DESCONHECIDO! Lamentável! Percebemos que dependendo o dia e hora, alguns CONHECIDOS viram COLEGAS apenas para se aproximar mais de nós e ajudar ou até só para se aproveitar de nossa "inocência" fraterna.
O que mais vemos são COLEGAS que dão demonstração de simples CONHECIDOS. Percebemos então que há alternância pois vai depender do momento que a vida nos apresenta, só aí veremos quem são AMIGOS, COLEGAS, CONHECIDOS E DESCONHECIDOS
Supostamente a diferença é grande… Já todos ouvimos dizer algo como “Amigos tenho poucos…Conhecidos são aos montes!”.
Mas há coisas que nos deixam a pensar… Poderá um Amigo ser realmente Amigo num ano, e no ano seguinte passar a ser um banal Conhecido que nos fala como se nada fosse?
Conversas de Amigos que deixam de o ser para se tornarem conversas de ocasião? Poderá um amor ser realmente um amor?
domingo, 12 de junho de 2011
Cuidado com as palavras...

Existem diversos momentos na vida em que falamos sem pensar...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O futuro fica demasiado longe...

O tempo não obedece á vontade de emendar os erros cometidos. As tentativas de esquecer aumentam os dias perdidos... Tudo mete medo quando a vida acontece demasiado cedo e tudo anda devagar...
domingo, 24 de abril de 2011
Porquês...

Difícil é esperar com a cabeça cheia daquilo que o coração anseia…
Saber o que virá e se realmente esse dia chegará.
Difícil é entender os tantos porquês que a cabeça assim questiona.
Não sei se me enganei.
Se foi o que senti.
Coisas que achei que tinha.
Não é fácil ver tudo ruir.
Hoje não sei o que me faz sofrer se é o facto de te perder ou simplesmente não entender as coisas que nunca entendi.
Mas eu irei a seguir, retirar de mim o que o tempo fez existir…
domingo, 17 de abril de 2011
O Caçador de Borboletas

Vladimir recebeu muitas prendas no Natal, entre livros, discos, legos, jogos de computador, mas gostou sobretudo do equipamento para caçar borboletas. O equipamento incluía uma rede, um frasco de vidro, algodão, éter, uma caixa de madeira com o fundo de cortiça, e alfinetes coloridos. O pai explicou-lhe que a caixa servia para guardar as borboletas. Matam-se as borboletas com o éter, espetam-se na cortiça, de asas estacadas, e dessa forma, mesmo mortas, elas duram muito tempo. É assim que fazem os coleccionadores.
Aquilo deixou-o entusiasmado. Ele gostava de insectos mas não sabia que era possível coleccioná-los, como quem colecciona selos, conchas ou postais, talvez até trocar exemplares repetidos com os amigos.
Nessa mesma tarde saiu para caçar borboletas. Foi para o matagal junto ao rio, atrás de casa, um lugar onde se juntavam insectos de todo o tipo. Já tinha apanhado cinco borboletas, que guardara dentro do frasco de vidro, quando ouviu alguém cantar com uma voz de algodão doce – uma voz tão doce e tão macia que ele julgou que sonhava. Espreitou e viu uma linda borboleta, linda como um arco-íris, mas ainda mais colorida e luminosa. Sentiu o que deve sentir em momentos assim todo o caçador: sentiu que o ar lhe faltava, sentiu que as mãos lhe tremiam, sentiu uma espécie de alegria muito grande. Lançou a rede e viu a borboleta soltar-se num voo curto e depois debater-se, já presa, nas malhas de nylon. Passou-a para o frasco e ficou um longo momento a olhar para ela.
— Agora és minha — disse-lhe. — Toda a tua beleza me pertence.
A borboleta agitou as asas muito levemente e ele ouviu a mesma voz que há instantes o encantara:
— Isso não é possível — era a borboleta que falava. — Sabes como surgiram as borboletas? Foi há muito, muito tempo, na Índia. Vivia ali um homem sábio e bom, chamado Buda…
Vladimir esfregou os olhos:
— Meu Deus! Estou a sonhar?
A borboleta riu-se:
— Isso não tem importância. Ouve a minha história. Buda, o tal homem sábio e bom, achou que faltava alegria ao ar. Então colheu uma mão cheia de flores e lançou-as ao vento e disse: “Voem!” E foi assim que surgiram as primeiras borboletas. A beleza das borboletas é para ser vista no ar, entendes? É uma beleza para ser voada.
— Não! — disse Vladimir abanando a cabeça. — Eu sou um caçador de borboletas. As borboletas nascem, voam e morrem e, se não forem coleccionadores como eu, desaparecem para sempre.
A borboleta riu-se de novo (um riso calmo, como um regato correndo, não era um riso de troça):
— Estás enganado. Há certas coisas que não se podem guardar. Por exemplo, não podes guardar a luz do luar, ou a brisa perfumada de um pomar de macieiras. Não podes guardar as estrelas dentro de uma caixa. No entanto, podes coleccionar estrelas. Escolhe uma quando a noite chegar. Será tua. Mas deixa-a guardada na noite. É ali o lugar dela.
Vladimir começava a achar que ela tinha razão.
— Se eu te libertar agora — perguntou — tu serás minha?
A borboleta fechou e abriu as asas, iluminando o frasco com uma luz de todas as cores.
— Já sou tua — disse — e tu já és meu. Sabes? Eu colecciono caçadores de borboletas.
Vladimir regressou a casa alegre como um pássaro. O pai quis saber se ele tinha feito uma boa caçada. O menino mostrou-lhe com orgulho o frasco vazio:
— Muito boa — disse. — Estás a ver? Deixei fugir a borboleta mais bela do mundo.
sábado, 9 de abril de 2011
Expectativas

sexta-feira, 8 de abril de 2011
Cicatrizes

Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois, quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Ás vezes volta maior, se o amor foi feliz; outras, regressa feito numa bola de trapos, é preciso reconstruí-lo com paciência, dedicação e muito amor-próprio. E outras vezes não volta. Fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado.




